TJMG moderniza desenvolvimento de projetos

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) conta com mais um auxílio tecnológico para aprimorar a estrutura predial oferecida aos magistrados, servidores e usuários da Justiça. A nova ferramenta se associa ao Plano de Aceleração de Obras, proposto pela Administração para permitir o atendimento às necessidades, sobretudo do interior. Trata-se da metodologia BIM – Building Information Modeling(Modelagem das Informações da Construção), que a Gerência de Projetos (Gepro) passará a utilizar para representar graficamente, em 3D, as características físicas e funcionais dos elementos de um projeto.

 

Para o gerente de projetos Ricardo Malta de Deus, o TJMG, ao tomar a decisão de adotar a metodologia BIM, dá um importante passo para que parte da cadeia de fornecedores de engenharia (empresas de projetos e orçamentos) passe a trabalhar com o que é tendência mundial em tecnologia para construção. “Isso nos torna pioneiros na administração pública mineira e nos aproxima do objetivo de contratar projetos mais detalhados e precisos, elevando-se o grau de assertividade e evitando-se eventuais problemas na execução do empreendimento”, defende.

Planejamento é que equipe da Gepro seja treinada para utilizar metodologia BIM; editais para novos fóruns passarão a exigir projetos nesse formato

O engenheiro civil e eletricista diz que o início da implementação do BIM na Gepro foi a busca pela padronização das edificações, definindo-se os elementos de projeto (famílias e/ou blocos) que possibilitarão a modelagem das informações para diversas edificações. “Os modelos de edifícios integram diversos projetos de uma obra (arquitetura, estrutura, elétrica, hidráulica, telecomunicações, climatização, prevenção e combate a incêndio, etc.), possibilitando um ambiente bastante favorável à compatibilização entre os projetos”, resume.

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O gerente destacou que o desafio da Diretoria Executiva de Engenharia e Gestão Predial (Dengep) é manter a operação e inovar simultaneamente 

Ele avalia, além disso, que o TJMG irá alavancar o mercado de projetos no Estado, estimulando os escritórios a atuarem com a metodologia. O gerente explica que, em maio deste ano, foi publicado o Decreto Federal 9.377, que institui a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM no Brasil, com a finalidade de promover um ambiente adequado ao investimento na metodologia e sua difusão no País. “Com essa norma, o Tribunal se antecipa a uma filosofia inovadora, que já é a modelagem empregada há anos no mundo desenvolvido”, conclui.

 

Integração e confiabilidade

 

De acordo com o coordenador de Desenvolvimento de Projetos, Newton Magalhães de Pádua Júnior, a transformação nos procedimentos é significativa. “O primeiro edital que incorpora esse sistema, lançado em junho, já demanda a contratação de um escritório que irá lidar com modelagem BIM. É uma forma inteligente de projetar, uma revolução, que trará obras mais eficientes”, afirma.

 

Na prática, isso quer dizer que os projetos não se estruturam apenas com linhas, mas com volumes e metadados, isto é, informações relativas às características dos materiais, como texturas, cores, espessuras etc.

 

As ferramentas utilizadas na metodologia BIM permitem simular o comportamento de uma edificação frente a questões climáticas, de segurança, energética e de consumo de materiais, além da durabilidade e da vida útil dos materiais escolhidos. “Podemos antever o ciclo de vida da construção, impactos e interferências. Com o BIM, é possível realizar análises mais acuradas da viabilidade econômica, urbanística, ambiental e social, no curto, médio e longo prazo, da sustentabilidade da benfeitoria”, afirma.

 

Para o engenheiro eletricista da Gepro, Tiago Randazzo, especialista na metodologia, o BIM amplia conceito de “projetar” para o de “construir virtualmente”. “A riqueza de detalhes do modelo virtual permite que realmente se crie um ambiente capaz de simular a existência daquela edificação, e que os problemas de compatibilização entre as diferentes disciplinas de projeto sejam resolvidos ainda na fase de projeto, acarretando obras mais precisas, e com minimização de aditivos contratuais”, explica.

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O engenheiro Tiago Randazzo mostra a diferença entre o projeto convencional (à direita) e a modelagem em BIM, bem mais detalhada e enriquecida com dados

A geração de documentação também ocorre de forma mais simplificada e certeira, pois todas as informações são extraídas de um único modelo consolidado. Assim, plantas, cortes e detalhes são interligados e, havendo alteração de qualquer elemento de uma planta, automaticamente os cortes e detalhes relacionados são atualizados, minimizando dúvidas de interpretação de projetos. Segundo o engenheiro, a extração de quantitativos de materiais também pode ser realizada automaticamente, a partir do modelo virtual, e é igualmente atualizada de forma dinâmica, acompanhando qualquer modificação de projeto, em tempo real.

 

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Fonte: TJMG

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